De acordo com o relatório, as organizações demonstraram satisfação com os resultados de seus investimentos em tecnologia, com 74% dos entrevistados globais e 73% dos brasileiros relatando que estão colhendo benefícios diretos da implementação da IA em seus negócios.
No entanto, 78% dos respondentes globais demonstraram preocupação com a capacidade de suas organizações de acompanhar a rápida evolução tecnológica, um reflexo do receio crescente de que concorrentes possam superá-los com uma adoção mais eficaz de novas tecnologias.
No recorte brasileiro, 53% reconhecem que estão se empenhando para acompanhar o ritmo das mudanças, mas 80% dos respondentes afirmam que a aversão a riscos da liderança sênior faz com que a organização tenha um progresso lento.
O recorte brasileiro revela um cenário desafiador. Entre os entrevistados no Brasil, 53% temem que suas organizações estejam ficando para trás na corrida tecnológica, com apenas 33% das empresas possuindo a capacidade de escalar a IA para a produção.
Em meio a essa corrida tecnológica, é importante que as organizações evitem tomar decisões baseadas no medo de ficar para trás. As estratégias de investimento devem permanecer cuidadosas e equilibradas, ancoradas por dados e objetivos de longo prazo.
Outro aspecto relevante do relatório é a ênfase na IA. Tanto no Brasil quanto globalmente, a IA tem sido fundamental para aumentar a produtividade dos chamados “trabalhadores do conhecimento”.
Além disso, pouco mais de oito em cada dez entrevistados esperam que os esforços de automação mudem o foco dos trabalhadores do conhecimento para papéis mais criativos, de modo que a IA redefinirá até mesmo o futuro do conhecimento.
É positivo que 74% dos entrevistados globais e 73% dos brasileiros afirmem que a IA já está aumentando a produtividade de seus trabalhadores do conhecimento, melhorando o desempenho geral de suas organizações.
O otimismo em relação ao uso de tecnologias avançadas é evidente: a inteligência artificial (IA) e a análise preditiva são amplamente utilizadas, com 82% das empresas adotando essas ferramentas para medir o desempenho e o valor de suas tecnologias.
Mas enquanto a tecnologia avança, é necessário também manter um olhar atento aos sistemas legado, 63% das organizações brasileiras afirmam que falhas em sistemas fundamentais interrompem suas operações rotineiramente.
Tanto no recorte brasileiro quanto no estudo global, evidencia-se a importância de equilibrar a agilidade na adoção tecnológica com segurança e valor tangível. Felizmente, as empresas estão cientes dos desafios e das oportunidades que as novas tecnologias oferecem.
Ao optarem por uma abordagem mais estratégica e menos impulsionada por tendências, os líderes de tecnologia podem maximizar o valor dos investimentos, garantindo que suas organizações permaneçam competitivas em um cenário em constante transformação.
A transformação já é responsável por uma encorajadora rentabilidade adicional, mas as organizações buscam valor além dos lucros. O progresso deve estar alinhado entre os diversos objetivos estratégicos da empresa, incluindo a responsabilidade ESG e a experiência do cliente.